quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Estou sozinha?


Sinto-me intimidada com esta era, do arquivar e esquecer. Inúmeras pastas acumuladas com imagens, vídeos, músicas, ebooks que eu não li, meus documentos!

Porque simplesmente não apago? Por que guardar? Sim, porque é invisível! Minhas pilhas virtuais, os prints, os programas, os arquivos de texto (meus compartilhamentos!). O facebook sempre vai lembrar da minha cara, e o Google as coisas que eu fiz, busquei, acessei, que salvei. Eu só não vou salvar a mim mesma, no mais, estará tudo salvo, graças ao google e a um HD de dois T que comprei.

Vejo tanta coisa pra dizer, é tanta coisa pra fazer, que me sinto entupida de conhecimentos que eu nem sei se eu preciso porque o tal do mundo vai acabar em 2012. Weblóide.

E tento enfiar uma moita dentro do computador, infelizmente não adaptada para andróide. Mesmo intimidada, embasbacada, me deprimo quando tento apreciar a moda em blogs.

Aí, vem uma e diz que viver já foi bem mais estranho. Eu não sei. E uma vez aprendi que “eu não sei” é a resposta mais inteligente sempre. Teste, em qualquer situação.

O smartphone está na sala de terapia de casais.

A sua vida está na palma da sua mão.

 O controle do vídeo-game é você mesmo.


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Latitudes

Foco, saúde, natureza, conforto, afeto, verdade, hi-tech, retrô, metrô, erudito, popular e popularesco, o Gigantesco e o minúsculo, os músculos, as dores do silêncio e doer de rir de gargalhar.

E eu querendo registrar todos os nossos domínios.


Foto: google

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Animal Criador


Eu
Tu
Ela ; Ele 
Ele; Ele
Ela; Ela
Nós 
Vós
Elas; Eles
Eles; Eles;
Elas; Elas






terça-feira, 14 de agosto de 2012

COM TUDO!!!



Daqui dois dias faço 27 anos, veja minha reconstrução literal nutrida de experiências, sentimentos, satisfações, ocasiões, coincidências, acontecimentos, lamentos, vibrações por amores vis-cerais.
Viscerais.
Estou num quarto de mil reais à meia luz e não almoço salada direitinho há seis semanas.
Viscerais meus relacionamentos.
E meus culhões pra chupar a vida pra debaixo do meu tapete colorido de tinta que escorre.
Viscerais minhas nobres vibrações de sentir vida. Meu elo ao nada a que me ligo, o abrigo que tenho em mim por ser quem sou.
Satisfação de quem ama e sempre amou.
E sempre vai amar.
Que experimentar é acontecer, coincidir de agregar ou lamentar.
Culhões de amor para viver e descobrir, e entardecer sem adormecer
E ao decidir dividir o que ainda não se tem, divide-se um sonho,
Uma ideia. (Que por já não ter mais acento, não carrega lamento)
Ideias vis-cerais
Me texturizam.




domingo, 12 de agosto de 2012

Gente vibrando com a minha fragilidade¹

Uma imagem vale mais que mil palavras.
As imagens que eu não consigo compartilhar.
O silêncio que pesa em lágrima nos meus olhos;
Uma força que força minha expressão fácil.
E aí aquela cara de sofrida é a imagem que você não vê.  
Eu choro com ternura, meu choro é reflexo da minha alma e da minha falta de malícia com a ruindade desse povo. 
Um deboche essa malícia desse povo.
E aí aquela cara de sofrida é a imagem que você vê.  
Mas eu também sou povo. 
E sou completamente entregue à minha fé. Ou seja, você sempre vai me importar um pouco menos do que você imagina, também.
Mas você me importa muito! Eu amo você e você sabe disso. Não sabe?!

Eu fui obrigada a trabalhar mágoas muito absurdas para conseguir amar você assim.

Uma imagem vale mais que mil palavras.
Eu sempre terei a imagem da maluca...
A mesma que ou se ama ou se odeia, que somente eu a conheço por dentro.

Mas não são os insensíveis² que me fazem chorar, eles fazem parte do pacote.





¹ Título original: The last days, vulgo Meus dias fúnebre
² No texto original, " idiotas"



Nota de rodapé da mãe da autora:

Filha, canaliza esse sentimento pro perdão. Só se engrandece quem aproveita as diversidades da vida pra se superar, e você é uma vencedora com todos seus méritos próprios.
Te Amo.



Trilha sonora: http://soundcloud.com/inpopularbrasileira/03-tom-z-tropicalea-jacta-est


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

"com carinha de quem comeu bolo com gotinha de chocolate de manhã."

Estava aqui olhando o mapa mundi
Pensei que não tem nenhum lugar no mundo que eu queria estar agora
Estou agora justamente aqui onde gosto de estar
Bem perto de você

=]


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Augusta Feelings


No capítulo anterior:


"Acabo de jogar no lixo sua carta de amor
Tinha uns cuspes de catarro meu na sacolinha
Joguei sua carta de amor lá dentro sem doer
E acho que vou pra Augusta, degustar desse antro do desamor."




Imagem: "estudo de olhos e fitas, (solta) entregue à (tua) boca."



terça-feira, 31 de julho de 2012

Figura de linguagem

É isso que sou.
Uma figura.
De Linguagem.


Reconheço Tópicos Enumerados (de Longe)













reconheço
essa falta de tolerância
para tópicos enumerados:

1- Nos conhecemos há uma semana
2- Não me conhece pra me cobrar











reconheço
essa coisa de cobrança
exceto em tópicos enumerados:

1- Não me faça acreditar em algo que não vai acontecer.
2- Não me envolva se não deseja se envolver comigo.












reconheço
essa coisa de começo,
após os tópicos enumerados:

1- Eu também vivo um dia de cada vez.
2- Eu também cansei de ser sozinho.




quarta-feira, 25 de julho de 2012

Apesar d'eu estar no meu inferno astral

Quente Nublado - Desenho gráfico de Isabel C. Mendes Teixeira

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

(1, 2, 3 , 4 , 5, 6, 7, 8.. ólha, mais 8...)

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé

eu sou uma pessoa de muita sorte e estou em sintonia com o bem da minha fé


16 é meu número de lindo. rr digo, SORTE.

Bate e centrifuga

VULGO, Bate e centrifuga IMAGENS


- DE CURTINHO É MAIS GOSTOSO - foto menina de shortinho, ice cream, patins.

- ESQUEÇA O LIVE TRACE - foto de um cuspe
- CUSPARADA DE REALIDADE

- MINHAS BOTAS FEDEM  - foto das botas fedentes perto das bostas no quintal aqui de casa. chão vermelho, e botas e cocos dos cachorros.

- MINHA SOMBRA ME ACOMPANHA E PARECE UM ALIEN - foto da sombra projetada na parede com o abajur ligado contra mim.

- FOTO DO MEU OLHO - meu olho é o cérebro do meu cu na metrópole.

- cuspe de lágrima, FOTO DA MINHA CARA CUSPARADA DO TEU CUSPE DE EU NÃO QUERO NADA COM VOCÊ - essa, doeu na pele, via web.

- VIA DE VENTO, em via de locomotivAs-VIVAs em vias de veias pra dentro. FOTO DOS CÉUS QUE EU VEJO QUE ME FAZEM TE ESQUECER.

- FOTO NENHUMA e eu querendo sempre a porra do abraço quente e amoroso. FILHA DA PUTA.

- Meu poro arrepia, minha lei de querer, heresia mia, FOTO DE MIM, de índia, pelada. De piercing.

FORBIDDEN FEELINGS


Acabo de jogar no lixo sua carta de amor
Tinha uns cuspes de catarro meu na sacolinha
Joguei sua carta de amor lá dentro sem doer
E acho que vou pra Augusta, degustar desse antro do desamor.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Estúpido cupido

Do joelho pra baixo a chuva molhou a calça jeans inteira e a meia enrugou o pé que calçava um clássico calçado de couro de três listras clássicas, calçado desde os anos 90. Caminhou por muito, e de caminhar em caminhar só, caminhar virou a rotina de seus pés,  ser só passou a ser seu único presente . E com chuva a composição incluía chapéu e sobretudo marrom em veludo cote-lê. Incluía céu branco, tempo e vento frio, solidão e emoção (sem o menor sentido!) de romance inativo e por isso mesmo, muito frio principalmente ao deitar e cobrir-se no edredom sobre a manta de listras em roseados e cinzas escuros. No mais profundo de seus pensamentos queria entender a funcionalidade do desamor.

Seus pés criavam bolhas nos calcanhares, o pé esquerdo era definitivamente maior que o direito e havia uma problemática com os calçados novos. Com os calçados clássicos não mais, pois adquiriram o formato de seus pés. Ambos os pés tinham problemáticas unhas.

A metade amor de si se convencia que estava estupidamente equivocada e a outra metade estava convencida que já nem sabia pra quê amar. Que assim como seus pés, uma das metades amor de si era maior que a outra. Essa era a metade que rumava seus passos calados, queria chegar em casa para repousá-los mas adiava o descanso. Queria os pés como coração, que o coração de pernas pro ar - seus pés lidavam com um esforço diário muito maior, e ainda assim doíam menos.

No jeitão, a mochila quase nunca vazia, bens de consumo adquiridos com esforço-parcelados, para pseudo-entreter e não fazer reparar demais nos odores, nas caras cansadas e brasileiras do mudo-trem-um mundo em movimento, nas pessoas de diferentes cheiros, sebos e cores, onde é comum ignorar o outro e conviver diariamente com coletivos de bactérias bizarras, sinfonia de tosses, resquícios de ranho invisíveis de espirros no dedo e todo o tipo de vírus num ar disputado a cada estação. Mas, vibrar e curtir o som no talo é a satisfação silenciosa procrastinada ao isolamento que o conforto do consumo pressupõe.


Metrópole a esta altura é coisa pra viver sozinho, triste e mudo por um tempo, quando a dureza só oferece aspereza ao toque e o consumo existe pra enganar ausência. Era o tempo de expandir sua individualidade a um par de fones de ouvido enquanto o estúpido cupido surdo, não ouviu direito o apelo por calor seguro e um quente colo. 

Neste dia, lhe chovia por dentro. Que estrago!
Mas o desprezo não doía. Em tempos difíceis, era ilha deserta (na esquina da São Paulo com a Bahia.) 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Seu gosto na memória


Você me instiga sentir algo que nunca senti
Quando você se posiciona, firmemente, como alguém que tive e não mais quer ter comigo esse afeto...

Não sei o que aconteceu, quando acendeu...
Não sei quando acabou e porque se apagou o que estava acendendo (o começo do quem sabe amor)
Enquanto eu amava descobrir você...

E é tão difícil fingir uma suposta superação diante do teu ser
Quando você bem sabe que eu queria "ter" você.
E digo (de) querer sem posse, sem tosse de cigarro, sem o sarro da desilusão...

Queria a certeza do encantamento mútuo pela beleza...
Queria ser dois com você, e te penso todos os dias.
Reflito o tempo e só sei que teve algum momento, no brilho do seu olhar, que senti que você poderia me amar...

(E não sei! Você pode... ? Pode; Poder é querer ; Querer é poder.)
(Mas, sabendo você que eu quero, eu sei que você escolhe não querer por razões óbvias...)
(O fato de eu querer demais você!)

Sinto saudade de perder o ar ao te abraçar
Sinto saudade do teu beijo que me envolve de desejo
Sou uma grandissíssima tola, eu sei, você não quer nada disso.

Mas, como esquecer de um sentimento que, de corpo e alma entreguei?
Uma história inteira (e incrível) com você eu imaginei.
Com o pouco que você me deu, sem sequer prever o que eu faria com esse seu pouco...virou algo tão grande em mim assim dentro de mim, e completamente louco.

Eu vou esperar você chegar, com o sorriso lindo envergonhado, pra me tirar o ar
pra me tirar de órbita, pra me enlouquecer
e vou querer, quando for em tempo pra você te namorar, de me encontrar, me entregar e me perder.



domingo, 8 de julho de 2012

Sem Compromisso

o bom é dormir com a bunda pelada colada nas coxas de alguém, o resto é ilusão.

sábado, 7 de julho de 2012

20 minutos


Enquanto esperei ele escrever por 20 minutos pensei: Voa tempo, voa e leva embora essa dor; Renova vida nova e me traz meu amor. Gene insano a transmutar, transmuta. Mantenha guardado os segredos, contenha o insosso dos medos. Comprime o passado num passo errado, mal dado, maldito; Manterei a luz acesa pra você adentrar a minha escuridão, esse medo.

Nem sei qual é meu copo e pra quê preciso saber? Se o corpo também é liquefeito e se eu te traí eu mereço um gelo, um balde de gelo, vide-emoção. Coração é só um órgão do corpo que sente sem tocar violino.

Pois, um corpo com pele, translúcido, há de tocar a alma do meu poro antes que você caia em si e antes que a re-fazenda se inicie.

E hei de carecer luz divina e natural, banal é o amor do outro que não se vê porque o amor é a ferida que arde e faz doer.

Vomita pedaços de mim e descompassos dos caminhos que estivemos, quisemos, optamos (!) seguir.

Alegria é epifania de momento.

O teor de ser triste, é o que o poeta prefere.

(Esconde esse apego a quem se refere)


O ESCROTO SOLITÁRIO DO MEU CORAÇÃO





Você é o escroto solitário do meu coração com lençol de listra verde e branco
Minha hora vai chegar e não vai bastar a minha saudade
A volta será sempre uma loucura e juntará dois lados
- Não sei se volto pra ficar -

Por mais que os ideais sejam diferentes
Existe sempre a questão do ideal e a gente se expõe
A gente quer "voltar com tudo" porque somos idealizadores e intimidamos as pessoas sim!

Como um papel-toalha, absorva tudo.
Mesmo que, às vezes, a gente não suporte nem o peso das mãos de uma criança, a gente desaba.
E vocês, são um barato!

E o coração não está no mesmo ângulo, que o pé.
Estamos tortos.
Mas um dia eu ganho a chave do céu, do jeito que eu sou
E te levo comigo!

- Antes de eu chorar e fazer aquela cara.... -

ME ABRAÇA QUE EU ESTOU CONTIGO!

Tonsemitons



Se você for, por esse ou outro lado, encontrará luz amiga verdadeira
E se escolhe...
Onde quer estar, o que quer sentir,o quanto vai tentar e se deixar tentar
O que vai fazer, onde vai ficar
Que rima pronta-prontinha vai dizer, cozer, ter, ver, escrever, ler, crer, fazer, mover?
Com qual rima vai ferir? Com quantas rimas vai pensar? Com quantas rimas vai mudar?
Com quantas rimas combinar?
Você e seus nãos em meus sims
Meus sims a mim sugerindo seus nãos pra amanhã!
...Te ver de manhã sem você me ver....

(Já guardei todas as coisas, envelopei todas as coisas....)

Muito luto, muito tributo.
Muito esplendor!!!!

Sem ser sendo sem ser
sendo vendo ser ser
sendo sabendo
sendo sem saber ser ser

Querer estar junto é o melhor.

Muita repetição
Muita interação
Muita exacerbação
Muita masturbação

--

Poizé... isso em 2010.

O melhor possível

TODO DIA

Não existe amor em SP o caralho!

Quando a gente aperta o foda-se a coisa muda.

No meu auge


sendo vendo sendo O jeito leonino de ser que diz
se você gostou de mim, encontra comigo de novo e me olha e me beija daquele jeito
que a gente tem tudo pra se dar bem

uowww

rs

@;-

ceci n'est pas une chaveco furado

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Você é menos



Carência, que a solidão é de natureza
Beleza, que existe na pequeneza do gesto de sorrir de cantinho com vergonha uma vergonha solitária
Parir um verso, de ocupar um vazio
Elos, que a solidão passa... Então renova elos!

Esfera desconhecida de mim
Desenfurecida com a vida
Bendita esfera desconhecida
Silente-efervescente
Vinde, que seja de bem, mas que seja bem quente.

Compreende quero e creio.
Tudo que quero posso deixar de querer, e querer outras coisas,
Em tudo que creio não posso deixar de crer, de ter a minha fé no que não vejo.
Não perco a minha fé porque não tenho uma grande prece, só tenho uma grande fé.



Metáforas parte-arte-parte-vá-pra-puta-que-o-pariu.
Campeãs de partir corações.
Campeãs da vergonha alheia.
Amar-elos! Que a solidão fica!
Impávida, colossal e convicta.

Começa
Experimenta deixar um bilhetinho
Só um pouco de carinho pelo bem que recebes
Expresse seu sentimento na vida, que é bem breve.
E permanece crendo e querendo a vida assim, leve, leve, leve...






quinta-feira, 14 de junho de 2012

Eu nunca estou indo,eu sempre estou lá.

Eu nunca estou indo,eu sempre estou lá.
são picos
são picas
são paulos
são putas de hoje em dia de noite
eu sou o que tem pra hoje em dia de noite
e estou ótima
e estou minha
e não só estou, sei onde estou
e não só cheguei, sempre estive chegada 
e sempre-terna
que, a saber, é natural ser breve no mundo
que é preciso ter alma de mundo
que preciso do mundo que existe para mim, mundo que construí
e manter as mãos limpas
e o peito cheio de energia
e o abraço cheio de calor vibrante
e o sorriso agregarino
e o mamilo dando seta, numa consequência do calafrio constante de existir e ser pessoa
meu medo é minha fé

Isabel Mendes
13/06/12

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A sua buceta me rendeu uma única poesia, é isso mesmo? Ou tem mais?

E ELA, SÃO VÁRIAS.


-
 TOMOU UMA COMIDA E PROCUROU A EX.
- SERÁ SE EU FUI RUIM?
- PARE DE SE CULPAR.
- MAS TAVA TÃO GOSTOSO...
- TO FALANDO ISSO PRO SEU BEM.

- GOSTOSAS MACHUCAM TANTO FILHADAPUTAMENTE, QUE NEM POETA AGUENTA
- EU TENHO UMAS CERTAS CERTÍSSIMAS GOSTOSAS QUE NÃO ME MACHUCAM.
- SERÁ SE EU FUI BOA DEMAIS?
- TOMOU UMA COMIDA E FOI PROCURAR A EX PARA TREINAR. É ISSO?
- TO FALANDO ISSO PRO SEU BEM.

- PRECISO TRABALHAR O INTUITO DA SAFADEZA TODA DELA
CUSPIR A FRIO A COISA TODA
ENGOLIR A SECO A COISA TODA (DE TER)
E CHUPAR A GOSTO A BUCETA TODA
PASSIVA E INDIGNA DE SE CHUPAR PRA VIDA INTEIRA DELA.

E ELA, SÃO VÁRIAS.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Isabelpopéia I



É uma sensação ótima chegar em casa do trabalho 20e20, pré-feriado de não sei o quê em 7 de junho, pensei até em pesquisar no google, mas foda-se. O importante é que é feriado, e que hoje, só segunda! Saio do trampo normalmente suave e hoje mais ainda, 18h de boassa, feliz da vida porque o trampo está em dia, porque só tem uma coisa que dignifica mais um human beign que uma louça bem lavada, manter seu trampo em dia, e consequentemente ter moral na firma. How beautiful could a beign be? Adoro essa pergunta do Caetano. Peguei o metrô no Carrão de boas, vim sentada até a Sé, e na Sé troquei de linha e também estava às pampas, vim sentada de novo. Algo me diz que tem muito forgado que não trampa no dia que antecede o feriado, ou talvez muita tiazona que trabalha em casa de família nem vai, porque provavelmente a família bacana desce pra praia no feriadão e a tia é poupada e logo, a tia me poupa o embaço, a coisa toda apertada, porque quanto menos tia gordona pegando metrô é melhor para todos. Não sei, pareci agora preconceitusa com o peso das pessoas, mas ora, não esqueça que sou da turma do sobrepeso. Uma vez na acadimia, reclamando eu que estava gorda, a mocinha risóriamente me alertou: "Gorda nada! Você não é gorda! Você está em sobrepeso. Gorda é aquilo ali." Como se aquilo ali não fosse gente, como se o sobrepeso fosse uma faixa de conforto onde os quase gordos podem se escorar de boa, com 30 minutinhos de esteira aqui, 30 minutinhos de bicicleta ali e mais 30 minutinhos de abdominais básicas que depois de uma hora se exercitanto realmente nem dóem, num espírito que procura ser camela de academia e agora, camela de São Paulo, notei que o metrô estava suave e vim lendo o Pornopopéia, que aliás, é um dos livros mais incríveis que me propus a ler - é, porque eu engano mas nem sou de ler muito - hilário esse livro! E, inspirador, veja você meu desprendimento com as palavras filhas da puta que há muito me travavam. Na verdade, eu sempre fui um tanto engasgada de palavras, o que é um tremendo paradoxo visto que até aqui são pelo menos mil caracteres neste texto e muito mais de dez mil em toda a minha obra fudida, ou seja, ainda engasgada sou um porre nessa porra que eu tenho com a escrita, e parece que vim à isso, para desengasgar nós toscos. Sou chata e cipãns páro você no rolê para ler qualquer viagem que tenho escrita em qualquer papel, qualquer hora você me pede se eu nunca fiz isso com você.

Topei com uma Brahma suave na saída do metrô Ana Rosa, lá no Mate, que além de breja na praça é um dos pouquíssimos lugares que ainda me sinto à vonts para fumar em São Paulo, de boa, mesinha na praça, livrinho na mão, sem um um viado (no sentido de filhadaputa e não usufruindo do termo gay para expressar raiva) me mandando apagar o cigarro. E ali no mate, colam diversas cocótes, que tenho pra mim que são todas do Etapa da Vila Mariana, muitas com seus devidos namorados aparentemente broxas e sem experiência, que tenho vontade de cuspir em todos para, evidentemente, mafagafar todas. O que elas vão caçar na pracinha do Mate do Ana Rosa eu não sei. Quatro e vinte não é, porque essas cocótes nem saíram dos algodões do THC, que dirá das fraldas! Tais cocótes ainda estão na coca... e  é naquela que cola também, mas de um jeitinho mais fresh e doce, porque é sabido que de doce o pó nada tem, para isso, óh, já criaram o Doce (o ácido) propriamente dito. Uns descolados esse povo das químicas!  E falando em descolado, lembro que já fui descolada e já colei em mim muita coisa nesse tempo, coca sim, cola na escola sim também, enquanto as cocótes do Mate ainda estão naquela do cola, mas d'escola, no sorvete,no shampoo, na bala e no chocolate, a etiqueta que cola até no tubo de cola, tá no 'vrido' do carro e na parede da escola...(!)

Então, assim como moi barra eu, direto dos anos 90, Makcolor não tem mais feelings pra cocóte. Makcolor assim como eu envelhecemos. Elas me vêem velha e sem graça, com uma cerveja e um livro na praça. Minhas roupas são tão antigas quanto eu, e você comprova isso ao me ver com aquela camisa verde exército tradicional do meu closet, que mais tem cara é de gaveta mofada.

E velha que estou, já sinto as dores do mal posicionamento na função poética-digitadora em frente ao computador, que neste momento nem pensa em computar dor, mas dói aqui no ombro direito. "Algo como se algo" puxasse o próprio ombro para dentro, e o osso, que creio eu que seja do braço, parece estar tentando subir um half, naquele estilo dá um embalo na outra ponta do half, meio que já subindinho, e sai correndo para quando começar o paredão pegar embalo e lançar as mãos ao além, fazendo força para tentar subir a perna gorda enquanto os mesmos braços imaginam que vão segurar a onda. Ilusão. Nesse half do meu ombro, ele treme no meu half estrutural, e imagino a velhice me dizendo que bem que me avisou da mochila pesada, a cerveja gelada, o pó insano da balada, a vida loucomia que eu vivia. Tudo é reflexo da vida de querer tudo e só ter nada que eu tinha, é foda isso mas no fim (sem constatações devidamente definitivas e tenho dito!) a verdade que sobra é aquela que diz que não é fácil ser trabalhador e não é fácil ser Deus com pessoas como eu contando piamente com o tal do pedacinho, onde aliás, já deve estar morando o vô Luiz e a Tia Elza que, provavalmente, são vizinhos do Joaldo e de seu bigodinho salafrário lá no céu. Conto mais com a proteção dos mortos do que dos vivos do meu tempo.

É engraçado como algumas lembranças são eternas, tipo quando a vó Lia quando foi atropelada por uma bicicleta na Avenida Sapopemba. Eu tinha uns 6 anos e voltávamos do "Sossego da Mamãe", lembro como se sempre fosse hoje, sabe aquelas lembranças que você sentiu criança? É uma recordação inesquecível. E prepare-se para gargalhar que aí vem o meu primeiro grande bafo com a vó Lia...  - O segundo foi disputar carinho no dente, e aquela pele hoje, cheia de pintinhas do mesmo naipe das que mencionam os dermatologistas e pseudo-repórteres fantásticos, como câncer de pele, me fazem suspirar, pelo cheiro que ainda não se foi,  (ainda e =* ) mas que já sinto a falta porque sei que um dia, e tomara que demore muito ainda, há de vir.

O PRIMEIRO BAFO QUE EU LEMBRO DA VÓ LIA

Foi em frente ao banco que minha mãe antigamente trabalhava, uma agência do Itaú cheia de "especialistas"! O muleque, marrom, careca, magricelo e de Havaianas que ainda não eram Top para Paris- só pra constar - pilotava uma mini-bike dessas que obrigada o piloto a dobrar os joelhos mais do que o recomendado pelos fisioterapeutas. Dessas bikes que não se parecem com uma Barra Circular típicas de Taiobeiras e que os maloca adora.

 Pois, na calçada lá estava o pelego querendo ultrapassar as pessoas e competindo espaço com quem saía do banco Itaú, e bem ali eis a Vó Lia andando devagarinho-vózinha que só ela, de carteirinha de couro na mão, tecendo alguma conversa comigo do tipo dessas conversas que tecemos com nossa avó enquanto caminhamos aos seis anos na volta pra casa da escola. Devia estar saltitante eu, porque sempre me lembro a saltitar. E lembro que saltitava demais quando saquei a situação mas, no salto, não criei a oportunidade de comentar. A véia Lió com o cabelo impecável graças aos bobs e lencinhos que impecavelmente impunha à sua aparência em frente ao espelho do tanque da lavanderia cinza, em meio aos cacos coloridos da parede da laje que pixei "Cris" em roxo claro quando criança, laje esta construída pelo esforço do meu avô acredito eu, uma vez que ninguém se propôs a me contar a história dos meus avós, e nem história nenhuma, exceto aquela que diz que quase nasci numa estrada, dentro de um caminhão, de  carona com meu tio Caminhoneiro que devia ser um caminhoneiro doidão de rebit de primeira e ô doideras que respingam até hoje, aos 2.7.... Enfim, a Vó Lia levou uma guidonzada no bumbum e estrupicou de cara no chão. Trincou o óculos, quebrou o salto e tudo. E eu, que vi o moleque colando o guidôn na buza da minha avó antes dela cair, de fato jurando até hoje que premeditei o acontecido, oque me caracteriza figura bizarra, só me ative a acudir ela e levantá-la, quando tão breve ela se ergueu, começou a espilhafar o danado do moleque matador de velhinha com seu "Filhodumamãe, quer matar as véia na rua disgraçado!"...

E é aí, no âmago da grafia, que acredito que ser vagabundo é ser  forgado e que ser trabalhador deve ter alguma coisa a ver com viver de trabalhar dor. E talvez, por isso é que existem os freelas na forga, que trabalham em casa de pijamas. (Meu sonho eterno e paulista.)

Em casa, falando nisso, tenho trocado ideias, sem acento, com várias minas na web, umas gostosas, muitas que mentem a idade e aparentam ser gostosas mas nem são,umas doidas que querem ver meu peito de cara na web cam, e nem pro meu peito se embreARgar antes, porque certas coisas "de cara" é foda... Vejo muito que quase tudo é fake e penso que até eu deveria ser fake porque talvez, produzindo a minha imagem, designer que sou, poderia até atrair um mulherio mais apreciativo, mas nem isso, fake atrai feias. E nisso, querem trocar msn para ver direito, pois aí sugerem web cam e para os leoninos como eu que ficam mais olhando para si mesmos do que para as pessoas da janelinha de cima, webcam é um puta pé no saco. Enquanto isso, o leonino basta para si que se acha e sente demais sem nem ter ideia do quanto é um chato. Leoninos são um saco! Mas as bonitas da web não me distraem a ponto de desistir de um texto sóbrio e soberano como este, mesmo concordando que sinto falta de uns amassos espertos, não posso negar. E não posso negar que por aí tem várias querente, mas eu mesmo que mesmo quente de espírito, fria de pele estou e acho que é o frio da Vila, a chuva na minha janela, o chão branco e sujo dos meus aposentos reais dignos de uma grande história nômade de alguém que cagou na balada, vazou e voltou. Mas longe de mim querer pretender consertar qualquer coisa. Haja novos ares para antigos ontens, desejo seguir parafraseando Leminsk.

How beautiful could a being be?... Beautiful de desenhar Artur na parede e inserir no topo do A uma cereja esquizonhada, com um caramelo remelento que de caramelo só tem a leve verossimilhança de um bege com laranja sobreposto. Um ser que de tanto desgosto de si, relembra os passados passos passo-a-passo, e se ajusta à necessidade de não estar em evidência, não gastar com demência e não amar por conveniência. De demente já brinquei o bastante. Estou mais beautiful do que nunca, tenho pra mim. E acho que isso se vale ao reencontro com a capital cinza do meu coração, que trabalho em pormenores considerando que precisei de quase dez anos para entender que só sinto que um dia pertenci ao interior das Minas, porque as Minas me conquistam. Com todos os trocadilhos cabíveis. E estou com uma saudade gostosa das gostosas das minas de Minas.

Parei um pouco aqui pra dar um mijo e de tão rápido que seria nem fechei a porta, no sublime desse mijo bem dado acabei cagando de porta aberta.

É muito cômodo pra mim, mesmo em pouco cômodo, digo em um cômodo minúsculo. É muito confortável o mínimo do meu conforto. O ritual começa às 7h da manhã quando toca sempre o despertador, me despertando para o banho, e eu engano ele e engano eu porque o atraso e durmo sempre mais um pouquinho até as 7h30 quando ele toca novamente e aí é cruel e não tem jeito. Me vejo como alguém que sempre levanta pulando da cama, naquele espírito "Vamos trabalhar gente!" de ser. Num pulo, alcanço a escova e a pasta que mantenho no armário, em alguns passos estou na pia escovando meus dentes a me preparar para o banho. Curiosamente, acho esquisito tomar banho com a boca fedendo, prefiro escovar antes. Aliás, não tolero boca fedendo. Lembro que várias das minhas ex's acordavam de manhã na pilha pra me tascar umas bitocas de manhã, sabido que a boca fede. Não consigo, desculpe.

Boca fedendo comigo não.
E viva o próximo capítulo!







domingo, 3 de junho de 2012

Olha eu, querendo ser dois

Eu me esqueci de rezar, mas de fumar eu não me esqueço.



Eu estava caminhando, tirei o dia de domingo para ver as lindíssimas árvores do Parque do Ibirapuera.

Ontem bati a cabeça em alguma coisa que não lembro, mas lembro que eu chorei encostada na cabine externa de alguma das estações da Linha Verde do metrô de São Paulo, que percorre a Avenida Paulista.

Altos vinhos. Alguma coisa forte me acometeu, e tinha a ver com minha paixão carregada no peito. E meu medo de envolvimento, e meu stress do desusável descartável. E meu exaspero com relacionamentos. Que não me lembro direito... Teve alguma coisa de bater a testa na porta do teu ego e do teu desespero por alguma coisa. Eu senti também, e por isso isto.

Houveram alguns insultos porque o mundo não estava obrigado, e muito menos afim, de compreender e ser gentil com o que eu estivesse sentindo. Beijei bastante, se foi gostoso eu não sei.

Duas garrafas e meia de vinho sozinha depois e sinto que estou em casa. Requirido conforto querido, que quero e espero pelo apego trocado. 

No parque não se fuma e a galera vem pro parque pra correr.

Mais um desastroso encontro depois, e eu irredutível, não quero depois. Não quero nada carinhoso. Um encontro desastroso porque eu fico um desastre duas garrafas e meia depois.

Não sei o que ocorreu,  e correu o tempo e parece que piorou. Mas ainda não tinha levado o fora, eram somente alguns remédios que ela tinha tomado, e por isso precisava dormir, pelo menos, até as 19h. E pela foto eu pensei que ela era mais velha e mais gorda, mas fui encontrá-la super afim do mesmo jeito que se fosse esguia e tatuada. Eu gostei do egípcio do ser.

Duas garrafas e meia depois, eu só confirmei o meu gostar, que havia sido sendtido de imediato. A quis.

Mas, a questão da territorialização fica muito evidente no parque... E mesmo não sendo muito bonito e bem visto acho que vou acender um cigarro (...) só um cigarrinho. (...) Veja você, antes fumar, preferi me alongar ao pé de uma árvore gostosa.

(...)

Definitivamente parques não vêem com bons olhos o lance do cigarro. 

O tronco da árvore faz uma sombrinha delícia. O sol está pelas costas e já passa das onze e meia. Trouxe a outra metade do vinho. A garrafa está dentro da bolsinha vermelha do Psicodália 2012. E escolhi este lugar para escrever porque o gramado aqui está repleto de florinhas rosas. E curiosamente, rosa é a cor preferida do Egito que habitou em meu peito. O passado pode ser mais breve que o presente.

"Sem desassossegos breves"

Mesmo ela não saindo da cabeça, mesmo lembrando um pouco a minha ex. Mesmo tudo, tudo é pena.

Parque é um lugar de movimento. Eu movimento sentimento. E parece que só eu por aqui vim de chinelo, para salvar este lugar no meu HD aos 2 de junho, e vou voltar aqui aos sábados de saudade. E vou lembrar do dia em que aprendi a não criar expectativas nos outros, e sim em mim.

É difícil compreender, mas enquanto estou sentada orando e meditando em minha canga colorida, tem uma galera que fala sozinho no parque.

Qualquer passado meu me envolve, e me envolve forte.

Lembro de uma vez que escrevi que era preciso estar completamente sozinha pra entender,  e consequentemente e não obstante, me prostro à uma solidão maior ainda.

Tenho dias felizes, mais calmos, e dias mais tensos.

Pensei que do meu nome para o dela sobram duas letras e faltam outras duas que não são as mesmas.

Há algum tempo atrás eu desejaria sumir.
Hoje pago de louca em metrôs tentando esconder e beber uma garrafa de vinho ao mesmo tempo!
Não me lembro do que falei, mas foi breve.

O fato de eu não pegar o vinho da bolsa e não acender o cigarro quer dizer que crio mais expectativas nos outros do parque, né? Segundo vossa teoria, milady.

Provavelmente o que eu falei teve a ver com paixão. Ou tristeza. Ou os dois.

Mas eu não preciso criar raízes só porque aí ( ou aqui ) é lindo. 
Tudo que é lindo fica para trás e que se fodam os que pensam, eu preciso ser conquistada.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Delírios Oníricos



Encontrei comigo mesma num sonho, num bloco de gente curtindo na rua com abadás que datavam 2008 ou 1998, não pude ler direito; de bata branca completamente bêbada, escandalosamente feliz que até tive pena de mim. Segui meu reconhecível eu na multidão, entre um cambaleado e outro que eu via, me chamei amigavelmente: “Vem aqui, Isabel.” Mas, parecia não me ouvir.

Numa esquina dessas do tipo Ipiranga com Avenida São João, com muita gente passando entre nós, houve um instante em que ELA enfim me olhou e disse: “Pô, você é igualzinha a mim, que da hora!” e se escorou em meus ombros me carregando com ela, cantando, sorria e esbarrava nas pessoas, quando tentava desviar. Tropeçava; “Sim, você sou eu mais nova” - eu disse antes dela me escorar.

Seguimos andando e nos perdemos num plano branco e puro e ela desapareceu.

E daí já era apenas eu, velha de novo, com a mesma bata branca que vestia, num hospício musical. Eu corria de patins, daqueles de freio na frente, pelos largos e iluminados corredores do hospício, trocava as pernas, rodopiava, andava de costas com as pernas fazendo curvas. Usava uma saia colegial de pregas que voavam mostrando parte das minhas coxas enquanto eu patinava para frente e para trás, como se estivesse voando num balanço de parquinho.

E esse balé patinador foi interrompido quando o Maestro Reitor do hospício musical me chamou em sua sala, uma espécie de Tia Ká me conduzia até a sala dele. Era uma altura como do céu ao chão e descemos deslizando  por uma corda pendurada num andaime; sabor de aventura sem medo algum.

Entre vários que ali esperavam o Maestro, o mocinho da recepção vestindo um jaleco branco de hospital chamou meu nome: -“Isabel. O Maestro agora vai atender a Isabel.” Segui o moço num corredor cheio de portas, umas abertas com pessoas que pareciam advogados em atendimento, até a sala onde me aguardavam ;  Tia Ká já estava lá. Sentei-me numa cadeira de madeira, dessas coloniais e pairei enquanto o reitor me dizia que foi bom meu plano, mas que eu não era louca de verdade para conseguir uma vaga na orquestra e que ali acabara o meu teatro.

Claramente impressionado, começou a mencionar diversos nomes de loucos artistas que, segundo seu tom, pareciam ser importantes do meio da arte e da música, nomes que eu não reconheço sinceramente ; pessoas que segundo ele eu havia conquistado e eram loucos comigo. Ele queria entender como aqueles semi-deuses da arte eram todos meus amigos e a cada nome mencionado eu dava um sorriso e confirmava com a cabeça que sim, eram meus amigos. E em meu pensamento me vinha cada uma das nossas histórias incríveis.

Depois de muito riso jocoso, num susto acordei hoje de manhã.


I.M 29/05/12
Transcrição literal do meu sonho. Zero invenção.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Amigas se comem

às amigas que comem, a fila anda
e a fama, que porra de fama
a fila nem anda,
- pausa na fita - 
que porra de laço difícil! 

um nó pelos passos
assim é que o dizem
que passa e lhe traçam
- um rastro de cinza, rasura da fama
encostam-se os braços.

colorido é, se fazer feliz.
eu sou do abraço!
que porra de laço difícil!
que porra de fama!
que porra de porra meu!

coma as amigas certas, fica um conselho.



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Itaú


Não faço questão de ser lírica.  [ Lírica? ] Eu sou literal.

E fosca com verniz localizado; cores musgo na Joaquim Távora orando e chorando; barriga vazia honra a saudade do tempo...Da cor de unicórnio quando foge... Porque a capital do umbigo é cinza; o lápis que escreve, assim como todas as grafias bonitas, é cinza.



A ortografia do corpo, a paz de ver novela. [ Novelas coloridas. ]
E ora chorar, há horas;
E nisso, outros mentem pra mim toda uma ilusão estética de valores. 
Um gráfica mental inteira a imprimir as imagens do que vejo.

Digo, quem são os especialistas do Itaú, de quem eles tanto falam?



*na foto Frida e Fred

Gosto do amor, ele me seduz.


Mas muito ainda do que não tem tanto valor assim em comparação com as coisas que realmente são lindas e que nos abraçam de verdade na vida, me machuca muito. E expõe rasgadamente minha bestialidade frágil, meu sentimentozinho suburbano. Me sinto forte e esse muito ainda do que não tem tanto valor assim em comparação com as coisas que realmente são lindas e que nos abraçam de verdade na vida, me treme de dentro pra fora, e fico sem chão, e fico sem graça.

[Só sou aparentemente grande pela sensibilidade que eu sinto.] 

Geme ainda  aqui esse muitoque não tem tanto valor assim em comparação com as coisas que realmente são lindas e que nos abraçam de verdade na vida. Em contraponto, vejo escancarado que ainda (!) me deixo bestializar com gente que me machuca muito.

Afasto de mim o que não me pertence, é meu compromisso comigo.









sexta-feira, 30 de março de 2012

Cabeça-mantra



































Cabeça-polpa

Concentrada
"Tem que estudar!"
"Tem que estudar!"
"Tem que estudar!"

Cabeça-vento
Distraída
"Tem que pirar!"
"Tem que pirar!"
"Tem que pirar!"

Cabeça-fria
Auto-realização em medir o grelo alheio
"Eu poderia estar te usando e te comendo!"
"Eu poderia estar te usando e te comendo!"
"Eu poderia estar mordendo a sua bunda!"

Cabeça-vodka
Mulher autodidata
"Tem que fazer análise!"
"Tem que fazer análise!"
"Tem que fazer análise!"

quinta-feira, 22 de março de 2012

Design-me Camaleoa

O primeiro passo é entender a ordem de leitura padrão ocidental: primária, secundária, zona morta, zona morta, centro ótica, centro geométrica. O curioso é ter duas zonas mortas no nosso padrão de entendimento.
Conhecer a ordem para manipulá-la.

Direcionar o seu olhar em mim; que não há sábio que não possa ser aluno; que você é meu elemento básico de comunicação. A parte mínima do meu projeto visual.

Uma escala cromática que vai do escuro do meu eu ao tom mais branco furta-cor do meu amor. “Minha, cor-ação.” E do meu ponto ao seu, uma distância; que temos muitas linhas entrelaçando-nos, mas horizontalmente, as estradas foram nossa companhia.

As linhas retas de serenidade e solidez que lhe fincam neste chão; As vivas linhas do teu corpo, meu novelo. Você é meu centro ótico, meu descanso. Na curva do vento o tempo me repousa, firme como uma linha curta.

Você é meu semântico, sintático, pragmático.

Eu me direciono a você porque sobraram contornos básicos teus que não consegui apagar do desenho que criei contigo. Mas usei a borracha para apagar e consertar outros traços, que se encontravam tortos.

Meu jeito diagonal, instável... Provocador! Enquanto isso você vivendo em mim um movimento contínuo... Associado ao enquadramento, à repetição e ao calor: meu círculo.

E já que temos escalas, ou seja, já que há essa comparação dos tamanhos, lembra que o grande não existe sem o pequeno e o pequeno não existe sem o grande, assim não há impressão de grandeza.

Na sua pele, minha textura favorita. Nesta dimensão, a ordem que você me lê, manipula o seu olhar sobre mim. Mas, depois que perdi a tecla da interrogação, parei de fazer perguntas.


IM. 20.03.12

sexta-feira, 16 de março de 2012

Baby

às vezes eu desligo
fecho os olhos
grudo na sua "pél"
e te amo sem fim
em mim esse  fio
esse elo
esse hãn
esse trem que não "cába"
"você é assim, um sonho pra mim"
- TODAS SÃO -
(em caixa alta)

Eu,
simplesmente,
ACORDEI !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

"Fome de Deus!"

E ia digitar facebook e digitou faz... ebook! Ops, desistiu.
E por (mais) um momento achou que o Barão Vermelho não foi digno nO Poeta está vivo. – Achou que cantara muito melhor – a Baronesa não consegue digitar!(facebookizou)

E não sabia pra onde ia, o cachorro resmungava e nem latia. E latinhas...  às várias! E não Bavarias!  - às Bavarias e às várias baladas baratas, adeus.

Aa Deus, diz que, pertenceis.

E Deus não te dá fome.





quinta-feira, 15 de março de 2012

Deus é maior e sabe o que faz

Não dormi direito.
A cama me sacudia.
Acordei, mas não pra vida.
A essa altura, meu abismo está maior.
Eu voo nos sonhos, mas não lembro para onde.
Eu morro nos sonhos, e em vida...
Nunca mais dormi direito e a bagunça do meu quarto é o espelho da minha alma inquieta.

Eu prefiro acreditar que Deus é maior e sabe o que faz.

domingo, 11 de março de 2012

10 de março

Consequentemente,eu trouxe o bloco. Eu trouxe  inteiro, e pesou.
O tapa na sua cara pesou, você me expulsar da sua vida pesou.
A bebida continua sendo a vilã do meu tempo.

Eu curto essa brincadeira para sadomasoquizar em você, as feridas do meu ser.
Sem dizer uma só palavra,eu como as outras pessoas no banho. Eu também curto essa brincadeira.

Hoje em dia não tem mais amor. Somente tapas na cara.
Mas, eu não queria ser uma pessoa amarga. E eu quero me relacionar com você, mas eu gosto de brincar de tapas na cara - aprendi essa brincadeira com alguém que fazia em mim.

Bom, mas eu ia dizendo que bebi todas com você. Dormi bohemia e acordei Nietzsche.
Acordei com noventa reais e vinte e cinco centavos no bolso e não sabia explicar isso,até que me lembrei.

Nunca mais uma masturbação, ou uma chupada sua.
Nunca mais uma estupidez deste tamanho. Descontar em você, qualquer coisa, é uma merda.
... Mas livrai-nos de não meter a mão na cara alheia, amém.

"Estou com a caneta engatilhada e fechei um dos olhos para mirar você."

Havia sentido que algo invisível estava me puxando pelo pé.
Espremiam minha barriga. Pior se eu estivesse grávida.
O silêncio não era tão raro assim, mas uma boa cama fazia toda a diferença.
Da sua janela nunca é tarde, a luz do poste não se apaga, ninguém dorme.
Ninguém dorme dentro de mim....Mentira,dorme sim! Alguns roncam demais até, por estarem em sono profundo.

Um escritor olha para dentro e fora de si e procura te contar tudo sob esta ótica particular; olha que privilégio.

Amiga, estou tão down, estou tão dasein.
Preciso tomar uma água gelada, escrever e dormir.
Fumar escrevendo, gelar a goela e dormir.

Que falta faz um elo!
Que falta fará um elo com você!

Mas,o mundo roda....e você não me ama também.
E o tal dez de março só vai ser uma bosta se eu deixar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

coração waldorf

Eu realmente penso em você todos os dias.
Relembro frases ditas, benditas lindezas que você fazia ao sorrir, e eu choro sempre.

Ao lembrar de ti, da doçura, do agradecimento infinito pela pele, eu choro pior do que velhinho com saudade.
Eu sinto falta de quem cuida de mim.

Logo em seguida sinto uma raiva imortalizada de quando não pude ser eu mesma, e acho que fui me viciando em não ser mais. Quando suspiro no escuro frio do edredom incrível, não entendo como ainda consigo alimentar esse sentimento.

Sem tristeza nunca houve amor, no nosso caso.

O nosso caso é dos mais loucos que existiu... e resistimos frente à uma irrealidade.

Quanto tempo planejando...

Se o meu destino é ir até partir, eu quero ir logo. A vida é linda, mas se eu não puder beber, fumar e amar (cativar pessoas) a vida deixa de ser linda e eu prefiro nem existir para não ter que fazer nada além de não respirar.

Santa sabedoria humana!
Maldito emocional cordial!

sábado, 7 de janeiro de 2012

Voyage Voyage, Scort Cicatriz


Disse que o Espírito Santo tem gosto de romance (e aposta)... Que o almoço no trem valeu os 13,00 reais (o executivo), pelo túnel. Disse que o romance no Espírito Santo tem gosto de vinho de jabuticaba (caseiro).

Caseiro é o casado.

Disse que há vacina para as picadas de mosquito, disse que para o veneno do amor não inventaram antídoto, quem sabe more em mim esse veneno. Disse que para sempre é algo logo ali perto do Alzeimer e do câncer na próstata.. E chorar mesmo, só de emoção.

A completude é aquele pavão enfeitado de que falou-se. A aposta é de sorte, acordando que a felicidade da vida está na sorte do amor tranquilo, com sabor de fruta fodida.

É preciso coçarmo-nos, querem nos sugar!!!
Somos incríveis demais, e a inveja tem uma capa que não presta.

E acordei com saudade... e escrevi.
Lembrei-me de como é preciso perdoar a dura realidade de si mesmo.

Começa a fumar e não pára mais!






Temo minha falta de juízo
A displicência nata para,
aparentemente,
não fazer as coisas
(certas) (errado!)
nos momentos
burro-distraídos de mim.






Covarde,
só quer quando precisa
e ainda ousa chamar isso de amor
WTF, amor!

não + morrer e ficar sarada p/ você!

Provocando o universo
Esperando uma resposta não imediata.

Eu vou ter que me lembrar quando for a hora de respirar fundo o ar do mar sem amor.
Chego a pensar que amar não é para mim nesse mundo e nem em outro algum.

Eu não consigo esconder, fiquei triste, bicho.

domingo, 18 de dezembro de 2011

1+1 sempre.

Todos guardamos respostas.
Todos escondemos nossas perguntas mais estúpidas.
Todos achando o máximo a justaposição do diabo e do paraíso.
Todos aguardando a felicidade de ter um plano [ DE NEGÓCIO ]*.
Todos creem que a esperança não é algo assim, que se perde.




* TRECHO inserido no ES em 07.01.12

SANTA CASA

Mãe é uma só. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Houve um tempo em que eu me importava mais com a opinião das pessoas.
Mas não consigo escrever sobre isso, eu estou feliz demais agora.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Fogo em Leão

Estava cantando de alegre, fazia os outros rirem no escritório, fechava os olhos de olhos abertos, suspirava de bem com todos, eu disse todos, os seus ofícios. Feitos, afazeres e afetos desfeitos, no dormitório escandalosamente à vontade, visto que a primeira imagem com som que viu em sua tv 3D foi Jorge Ben novinho, em preto e branco, e o violão.

Felicidade que faz o mundo calar seus cotovelos.

O CÚMULO DE SI ACUMULADO

Acúmulo sobre acúmulo e o acúmulo se sobrepõe
SOBRE-PÓ-HEIN
O cúmulo de si é ser, de verdade, completamente diferente do que se espera.

AFETOS QUE AFETAM O TEMPO

O dia deu calar a tua boca com um beijo meu chegou,
E não foi preciso me procurar,
Eu vi você, no dia em que você me encontrou.

Passei a querer todos os afetos a passeio
Passei a passar o meu afeto para frente sem temê-lo
Passei pelo inesperado tempo, que passa e que somente por passar quer me afetar.

Afetei o passar do meu tempo
Contemplei os afetos passados e afetados pelo tempo

Enquanto eu morei na favela de mim
Meu parque preferido passou por mim num Jardim Elba.

domingo, 13 de novembro de 2011

Indestrutível saudade

Escrevi seu nome hoje no papel e chorei, de um jeito que já não se chora mais na web.

Acho que te amo muito e acho que nunca te amei

Acho que nunca vivemos plenamente o nosso amor

Fui imatura

De certa forma, meus VOCÊ dos escritos...

;(

Todos têm você, no português claro e antigo.

E aí tem uma coisa que eu aprendi,
Que você ainda não sabe

Que a gente não deve ter vergonha do amor

E tudo do amor, para mim
Tudo, tem muito de você.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mas,
no fim sempre é ruim.

Postagem #101

Quer-se inteiro, óbvio!

Salivo a boca e não sinto nada
Água na boca
Saliva quer palavra
Calor da pele quer dar um cheiro
Mas que não venha com metades, meias verdades,
 Quer-se inteiro.

Palavra pronta remete a nada
Remete a tudo, mas é só palavra
Saliva fica na boca do beijo
Que beija a boca quente
Que mente que
Quer-se inteiro.

Quer-se inteiro,
Quer-se inteiro,
Mas extravia inteiro,
O amor primeiro.

De noite, fantasia uma valsa de rodas barulhentas
Buzinas, esquizofrenias em suas esquinas.

De dia, é criança que está nessa dança de criança que tem que trabalhar...
Suas sementes de palavra que é só palavra
Remete a tudo, a nada, porque é só palavra
Que quer o amor primeiro inteiro
O amor não vale nada!

O amor não vale nada,
O amor só vale o que nos dão e o que nos damos
Se flertamos com o amor
O amor primeiro vai querer inteiro
O amor não vale nada!
No amor são só palavras,
Que remetem a tudo e a nada
E a nada. É o nada que nós temos
Que nos remete a tudo que
Quer-se inteiro. 



Isabel. ainda sob efeito do 11.11.11 

Se jogar confortabilíssimamente

E aí houve um trecho no documentário sobre o Doors, em que narrava o locutor, que Jim se afastou das drogas para vivenciar somente de sua poesia, mas que sua poesia pouca adrenalina trazia, perto da adrenalina que Jim já conhecia.

Vá idade!....Os caminhos estão mais curtos!

A pauta de hoje é vaidade
Não por coincidência,
Desejo de ser jovem
E ter na cabeceira o retrato de Dorian Gray...

Desejo de ser jovem,
E facilitar as buscas para você
Desacreditar que esta moça cheia de mimos,
No espelho, só vai existir na lembrança...

Desejo de que as lembranças, mantidas sejam (!)
E rebolem de desdém na cara do desejo
E rebolem de desejo na cara do jovem seu
Que morreu.

No espelho, só vai existir a verdade
Na verdade, só vai existir a ternura
Ternura essa que não envelhece porque
A ternura é uma marca que perdura



Isabelita 11.11.11
apaga o que não gostou e manda bala.